Os Filmes sobre crianças mais inesquecíveis da História

22 março 2014

Pensando nos filmes mais inesquecíveis sobre crianças ao longo da história, fiz uma seleção sobre os mais importantes em minha opinião, embora farei menção a alguns, tendo conhecimento da imensidão deste assunto. Desde o nascimento do Cinema em 1895, quando os irmãos Lumière inventaram o Cinematógrafo a criança já estava presente em seus filmes, como no curtíssimo “Le Déjeuner de Bébé” (O almoço do bebê). Ao longo da história seja como tema, como personagem principal ou secundário a criança teve e terá uma vida próspera no Cinema.  Um dos primeiros filmes de grande sucesso estrelando uma criança foi “O Garoto“(1921) de Charles Chaplin, onde um vagabundo encontra um bebê abandonado e quando este cresce torna-se seu parceiro inseparável.

Inúmeros países tiveram seus filmes protagonizados por crianças, um dos maiores sucessos do Cinema Espanhol, foi justamente o belo “Marcelino, Pão e Vinho” de 1955. “Kolya – Uma lição de amor “(1996) com o menino Andrei Chalimon de apenas 5 anos, vencedor do Oscar de filme estrangeiro, representa muito bem o Cinema Tcheco.  O aterrorizante filme alemão “O Tambor” de 1979, fala sobre infância interrompida e a ascensão do nazismo. O Cinema Russo também tem o bélico e dramático “Vá e Veja” que se passa durante a invasão alemã na Bielorrússia. Na França temos “Na idade da inocência” (1976) e  o premiado “Adeus, Meninos” (1987) e a co-produção França/Bélgica “O oitavo dia” (1996) sobre Síndrome de Down. As portas do Oriente temos a Turquia com o vencedor do Urso de Ouro em Berlim “Um doce olhar” (2010). O Cinema Italiano é uma Academia de belos filmes acerca de crianças e seus anseios, o primeiro grande é “Ladrões de Bicicleta” (1948) um bom exemplo do Neo-Realismo italiano. Dois filmes da Península Itálica merecem atenção, por serem verdadeiras jóias deste gênero. O primeiro “Cinema Paradiso” (1998), uma história linda, onde um operador de projetor de filmes substitui a figura paterna do pequeno Salvatore. O segundo é o belíssimo e emotivo “A Vida é Bela” (1997), um menino com seu pai vivem o terror da  Segunda Guerra, o pai, o judeu Guido, com seu bom humor faz a criança acreditar que tudo é um jogo, ao ponto do menino não sentir a mazela da guerra, ambos estes filmes ganharam o Oscar.

O Irã é um país que há muito tempo se destaca no cenário cinematográfico mundial, lá foram realizados muitos filmes sobre crianças devido a triste história e realidade de tal país, entre estes estão: “O Balão Branco” (1995), “A Cor do Paraíso” (1998), “A Maça” (1998) e “Tartarugas podem voar” (2004). O Cinema Indiano tem sido reconhecido nas últimas décadas, no entanto muitos desconhecem o quão antigo ele já é, um dos últimos filmes aclamado pelo público e crítica são “Como estrelas na Terra” (2007) e o devastador “Quem quer ser um milionário?” (2008) sobre escravidão infantil.

“Forest Gump: O Contador de Histórias” (1994) retrata um menino com retardamento mental, mas que supera os obstáculos ao ponto de se tornar um cidadão de destaque, venceu o Oscar e o Globo de Ouro em 1995. O Brasil tem dois filmes sobre meninos, ambos envolvendo a realidade social: “Pixote, A lei do mais fraco” (1981), narra a história de Pixote, menino de rua delinquente que sobrevive em meio as adversidades das ruas. “Central do Brasil” (1998) segue quase a mesma linha, porém com mais poética. Um dos filmes mais notáveis feitos sobre crianças é o argentino “Valentin” ou “El sueño de Valentin” (2002), um menino com um pequeno problema de visão tenta observar o mundo ao seu modo e de uma maneira mágica, a história se passa no passado, enquanto a Argentina vivia dias de trevas, mas a maneira como o filme foi realizado traz uma áurea de esperança e inocência, destaque para o ator que interpreta o pequeno Valentin: Rodrigo Noya.

O gênero Infantil é um tipo específico de filme, destinado às crianças, quase sempre histórias singelas ou mesmo desenhos animados, entretanto me refiro neste texto não a filmes infantis, mas a filmes protagonizados ou que tenham “a criança” como tema central, sendo não um gênero e sim uma linha de alguns filmes.

Waldir Bronson

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