O Verdadeiro Retrato da Arte Brasileira Atual

20 junho 2013

Conhecer o mundo das artes é conhecer um mundo, acirrado, competitivo, fechado e sem incentivo governamental ou particular. Talvez por se tratar de cultura, muitos pensam ser esta, uma área humanizada e fraterna, entretanto acontece o inverso. Embora ainda existam muitos fazendo arte por amor e com seriedade, uma boa parte da Arte que hoje está em VOGA é nada mais, nada menos que um produto de venda, apenas um objeto de mercado. Aqueles que mais usufruem do espaço que as Artes Visuais dispõem são poucos privilegiados, muitas vezes velhos conhecidos de Galerias de Arte, Críticos e Marchands.
O resultado disso é um só, um mercado restrito, pequeno e exclusivamente “provinciano”. A História da Arte Brasileira é a prova disso, entre os grandes mestres mundiais da arte, nas grandes publicações do gênero não podemos encontrar um só brasileiro, alias na América Latina não vão além de Rivera ou Siqueiros. Certa vez um professor de História da Arte, Mestre pela Sorbonne de Paris, Frédéric René Guy Petitdemange, frisou que a maior riqueza da Cultura brasileira é sua música. Mundialmente a música brasileira é conhecida, o Samba, a Bossa-Nova, MPB e o Carnaval, entretanto não vemos em nenhum dos grandes museus do mundo um artista brasileiro no acervo permanente, com exceção de Hélio Oiticica, Lygia Clark e Cândido Portinari. Acredito que Cândido Portinari, foi o maior pintor brasileiro, com certo reconhecimento internacional, outros vários tiveram alguma fama repentina, mas não chegaram a se tornar um artista notável dos círculos artísticos internacionais.

A Realidade Atual da Arte Nacional
Entre diversos nomes que são propostos pela mídia como grande artistas de fama mundial, entre eles Beatriz Milhazes, Cildo Meirelles, Romero Britto e outros, nenhum deles são considerados Vanguardistas num âmbito mundial. Talvez na atualidade digno de um artista mundial, seu nome é Vik Muniz, mesmo assim o mesmo mudou seu nome para melhorar a pronúncia internacional, fez carreira em Nova York e hoje se estabelece nesta cidade, pois se permanecesse em São Paulo com certeza seria só mais um. O Cineasta José Padilha, autor dos filmes Tropa de Elite (2007), Tropa de Elite II: O Inimigo agora é outro(2010), Robocop(2014) e agora a série Narcos(2015) foi viver em Hollywood, pela oferta no mercado de trabalho e fugindo da violência e das ameaças vividas no Rio de Janeiro, devido aos temas polêmicos de seus longas-metragens.
As políticas Federais, Estaduais e Municipais de Cultura não alcançam o artista duma maneira plena, apenas incentivos, meros incentivos nas mãos de poucos, mas um artista não precisa de incentivos e sim de respeito pelo seu trabalho, de reconhecimento, no mínimo. Enquanto pensarmos pequeno, pensarmos como Grandes sendo minúsculos, continuaremos na mesma situação, na mesmo pocilga.

Waldir Bronson

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